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Em julho do ano passado, a Volkswagen surpreendeu o mercado ao lançar o up! TSI com motor 1.0L turbo de três cilindros. O modelo proporcionou ao consumidor comprar um ‘carro turbo’ por R$ 45.000. Até então, para ter um turboalimentado, os valores giravam em torno de R$ 100.000.

O consumidor gostou, tanto que há fila de espera nas concessionárias para adquirir o compacto que tem a tampa traseira pintada na cor preta, para ser diferente do irmão com motor aspirado.

Em 2016 a invasão dos turbos continua. A Ford confirmou que lança no Brasil a nova geração do sedã Fusion e o Fiesta Esport com o premiado propulsor turbo 1.0 Ecoboost. Em principio o motor deve ser importado, mas a fabricante americana tem planos de produzi-lo aqui.

Na General Motors o clima é misterioso. Ela desconversa, pois vai lançar o novo Chevrolet Cruze, mas não confirma qual será a motorização. Sabe-se que nos EUA ele recebeu o motor 1.4L turbo.

A Audi, lançou no ano passado o propulsor 1.4L Flex, que aceita etanol, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção, turbo alimentado com injeção direta. E ainda entre as alemãs, a VW aposentou o motor 2.0L aspirado utilizado no Jetta e passou a utilizar o 1.4L turbo, injeção direta, movido a gasolina de 150 cv.

Mas estas ações não são por acaso. Um pouco atrasadas, se levarmos em conta o que acontece na Europa e Estados Unidos, tem por objetivo enquadrar-se nas exigências do Inovar- Auto, Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores. O regime automotivo do Governo Brasileiro tem como objetivo a criação de condições para o aumento de competitividade no setor automotivo. Para isso, deve produzir veículos mais econômicos e seguros, investir na cadeia de fornecedores, em engenharia, tecnologia industrial básica, pesquisa e desenvolvimento e capacitação de fornecedores.

Eles têm metas a cumprir, entre elas, diminuir o consumo de combustível e emissão de poluentes. Conforme estas metas são alcançadas, as fabricantes ganham redução de IPI (Imposto sobre a Produtos Industrializados), que pode chegar até 30 pontos percentuais. A partir de 2017 veículos que consumam 15,46% menos terão direito a abatimento de um ponto percentual de IPI, os que consumam 18,84% menos têm abatimento de dois pontos percentuais no imposto.

E a turbina com injeção direta é um excelente aliado para atingir estas metas. Diferente do que acontecia no final dos anos 80, quando o turbo fazia estardalhaço, assobiava quando acionado, era sinônimo de carro esportivo, nos dias de hoje é um equipamento importantíssimo para diminuir consumo de combustível e emissão de poluentes.

Portanto, pode esperar, até 2017 outros modelos turbinados chegam para o consumidor brasileiro. Vários deles estarão expostos no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo que acontecerá de 10 a 20 novembro.

Por: Edison Ragassi

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