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1 semana com o Fred. Alegria, alegria, alegria. Muito amor, uma preocupação gigantesca de saber se ele tá bem, se está com calor, se dormiu, se comeu e se… fez xixi e cocô no lugar certo. Sim, essa parte é a que chamamos de desespero. Muito desespero. Assim… pânico, sabe?

Para a minha sorte na vida, eu tenho um marido sensacional que faz todo o trabalho sujo de limpeza (Amor, te amo, tá?). Mas, alguém me explica, por caridade, qual é a atração física que o tapete exerce sobre o filhote? Porque o Fred já “batizou” todos. TO-DOS. E não foi uma vez. E não foi só xixi. Eu já dei bronca, já tirei ele no meio do “ato” para levá-lo ao lugar certo, já bati com o jornal no chão(calma, faz barulho, mas não machuca), já comprei o tal do produto “NÃO PODE” vendido por uma pequena fortuna no PET SHOP e… nada. Pra quê tapete higiênico, né Fred? Fazer necessidades nos tapetes da mamãe é muuuuuuuito mais legal. Alguém me fala porque esses bichinhos não podem vir com o sentido de privacidade que os humanos têm? E, o pior, como ele ainda tem um pouco mais de 60 dias, não pode passear. Ou seja: “vai, mamãe e papai: façam o trabalho sujo”.

E ninguém pode me falar que esses serzinhos não são racionais, que eles não sabem o que estão fazendo. Porque não é possível. Ele já faz as coisas erradas olhando pra mim. E, quando eu chego perto, ele já sai em desespero pra debaixo de alguma coisa (lê-se: mesa, estante, sofá – os “refúgios” do Fred) para se “proteger”. Eu o pego do seu “esconderijo”, levo ele até o tapete higiênico e falo: “Aqui, Fred. Xixi, aqui”. E você pensa que adianta? Meu amigo, daqui 5 minutos lá está ele de novo tendo um caso de amor com o meu tapete. O preto, o branco, o colorido. O legal do Fred é que ele tem um amor livre. Qualquer um é igualmente contemplado pela sua intimidade.

Ah, tem o gramado também. É claro que esse é o menos pior, porque dá pra lavar e tal mas… ops. Gente, não tem água em SP! Eu NÃO POSSO lavar toda vez que ele resolve ser feliz com a sua graminha amada. E eu NÃO POSSO passar o “NÃO PODE” no gramado inteiro. Claro, tem os produtos próprios para o jardim, mas como faz, produção? Compra de balde para jogar em tudo? Toma banho de “NÃO PODE”?

O esquema é o seguinte: bebeu, comeu = xixi, cocô. Briga, limpa, lava, passa “NÃO PODE”. Deixa ele de castigo. Ele volta, com os olhinhos de jabuticaba e seu ursinho preferido na boca, dizendo: “Desculpa, mãe. Você ainda me ama? Brinca comigo?”. Gente, agora me diz: COMO NÃO AMAR?

Hoje, o meu sonho é conseguir deixar o Fred em casa sozinho sem eu ter que me descabelar para saber onde será a próxima vítima do xixi e do cocô.  Por favor, me falem que eu vou conseguir chegar lá um dia???? Ah, tem os móveis, também. Mas isso é tema para o próximo post. Peraí que ele tá… ops, já fez. Preciso limpar. E dar bronca. E lavar. E passar o “NÃO PODE”. #comofaz?

Jessica Blumer é jornalista por formação, terapeuta por ocasião e atriz por distração. Apaixonada pela vida, pelo marido, pela família, pelos amigos e, é claro, pelo Fred.

Contato: [email protected]

1 COMENTÁRIO

  1. Paciência, Jess. Ele sabe sim o que está fazendo sim. Mas ainda não entende ONDE ele deve fazer. A Brava já tinha quase um ano quando começou a fazer no “lugar certo” e depois de muito: “NÃO”, “aqui, faz xixi”, “feia, não pode” e outros reclames nossos. Mas aprendem. Machos são um pouco mais complicados, pois querem demarcar território, mas eles também aprendem e, acredite, quando o Fred começar a fazer no lugar certo, vai querer se gabar disso pra vc e, pior: vai fazer no lugar errado quando quiser se vingar. Boa sorte! Ele é lindo!

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