Aqui não tem novidade nenhuma, até porque já se previa que a seqüência seria um sucesso. O que realmente impressiona é a espetacular técnica de efeitos especiais que a imbatível Industrial Light and Magic, que agora repousa sob o guarda-chuva da Disney, utilizou para esse filme.

Independentemente de ser um clássico das histórias em quadrinhos, Capitão América: O Soldado Invernal (Marvel Studios, Walt Disney Studios Motion Pictures) é uma da mais bem cuidadas obras da sétima arte. Podemos supor que, na reunião que a produção fez com o estúdio, muito provavelmente alguém disse, num jargão conhecido em cinema e televisão, para literalmente abrir o almoxarifado e baixar tudo!

A missão não foi dada a um dos grandes diretores de Hollywood, mas sim a uma dupla, que são inclusive irmãos. Anthony e Joe Russo são mais conhecidos pelos capítulos de séries de TV que dirigiram. Já no cinema sua carreira é relativamente curta. Entre os filmes que realizaram, os mais conhecidos no Brasil são Dois é Bom, Três é Demais, uma comédia produzida e atuada pelo chato do Owen Wilson, e Tudo Por um Segredo, outra comédia, escrita por eles e produzia e atuada pelo George Clooney.

Nessa seqüência do filme do “Maior Herói da América”, tudo começa após os cataclísmicos eventos em Nova York com Os Vingadores. Steve Rogers está vivendo tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, ele se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco.

Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, eles pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se vêem enfrentando um inimigo formidável e inesperado — o Soldado Invernal.

O cast é realmente de primeira: Chris Evans (Capitão América, Os Vingadores) como Steve Rogers/Capitão América, ao lado de Scarlett Johansson (Os Vingadores, Homem de Ferro 2 ) como Natasha Romanoff/Viúva Negra, Sebastian Stan (Capitão América, Cisne Negro) como Bucky Barnes/Soldado Invernal, Anthony Mackie (Guerra ao Terror, Menina de Ouro) como Sam Wilson/Falcão, Cobie Smulders (Os Vingadores, How I Met Your Mother) como a agente Maria Hill, Frank Grillo (A Hora Mais Escura) como Brock Rumlow, Emily VanCamp (Vingança, O Aviso 2) como a Agente 13, Hayley Atwell (Capitão América) como Peggy Carter. A produção se dá até ao luxo de ter o ganhador do prêmio da Academia® Robert Redford, que dispensa apresentações, vivendo na pele do vilão Alexander Pierce, e o incansável Samuel L. Jackson (Os Vingadores, Homem de Ferro 2) vivendo novamente o diretor da S.H.I.E.L.D., Nick Fury.

O elenco é realmente o ponto forte do filme, as convincentes interpretações superam a deficiência dos jovens diretores em cenas mais marcadas por diálogos ríspidos e atuações fortes. Isso se deve talvez a simplicidade das falas escritas no roteiro, que se perde em alguns momentos onde poderia ser mais bem explorado pelo quilate dos seus protagonistas.

De qualquer maneira, o filme trata de um tema mais simples, é diversão pura e regada a espetaculares efeitos especiais. Podemos afirmar que o legado de Walt Disney para o cinema foram as animações sempre bem elaboradas, o de George Lucas é ter construído ao longo dos anos a melhor empresa de efeitos visuais e captação de áudio do cinema moderno.

Tecnicamente o filme é perfeito, em todos os tópicos de seus heróis e de suas sempre bem coreografadas lutas, cenas tensas na medida e uma produção impecável em termos de ambientação de cenários e utilização do figurino complexo para um filme desse porte. E a resposta do público é imediata. Com um custo de US$ 170.000.000 o filme já faturou desde o seu lançamento no dia 4 de abril nos EUA, US$ 303.300.000. É a maior bilheteria de todos os tempos no mês de abril, e também a maior de um produto da Marvel (que também esta no guarda-chuva da Disney) desde que se meteu nessa coisa de fazer cinema.

Capitão América: O Soldado Invernal, assim como seu personagem, não está para brincadeiras, é um filme divertido mas tem aquele lado de destruição inerente ao tema de super heróis que defendem a terra e seus pobres habitantes. Ele chega aos cinemas do Brasil nessa quinta-feira, deve causar filas e, com toda a justiça, ser uma das maiores bilheterias do ano por aqui também. É um ótimo divertimento para toda a família que tem filhos pré-adolescentes, portanto, não perca e não levante antes de todos os créditos rolarem, o filme tem dois apêndices, um depois do encerramento típico da Marvel e o outro depois dos selos obrigatórios. Quem avisa amigo é!

A gente se encontra na semana que vem!

Beijos & queijos

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Texto: Eduardo Abbas

Fotos: Disney

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