Sério tem algo muito errado no Brasil, e não é só a Dilma, que por si só já estraga tudo.

Mas já tem um tempo que estamos perdendo pessoas importantes nos meios de comunicação, e não estou falando dos que já bateram as botas.

A vítima atual é nada mais, nada menos que Claudio Carsughi, quem é? “ninguém”

Claudio Carsughi não é nada no mundo esportivo, só cobre automobilismo desde antes de eu ter nascido, Copa do mundo, entre outros, é apenas um Monstro, um dos maiores senão o maior conhecedor de F1 que temos hoje no Brasil. Olha só isso:

1949 trabalhou como correspondente do jornal italiano “Corriere dello Sport” até 1964,

1958 trabalhou como correspondente da revista “Calcio e Ciclismo Illustrato” até o fechamento da mesma,

1962 trabalhou como correspondente do jornal italiano “Tuttosport” até 1995,

1995 trabalhou e ainda trabalha, como colaborador do jornal italiano “La Stampa” no caderno de indústria automobilística

1958: comentarista de Fórmula 1, indústria automobilística e futebol até os dias atuais

1974: responsável técnico da Revista Quatro Rodas até 1990

1990: editor executivo da revista Oficina Mecânica

1995: fundador da revista Auto&Técnica

1996: comentarista da ESPN Brasil de Fórmula 1 e futebol até 2005

2005: comentarista do Sport TV- TV Globo de Fórmula 1, motociclismo e futebol até os dias de hoje

Em 1950 participou, juntamente a Leone Boccali da cobertura para o jornal “ Corriere dello Sport de Roma” da Copa do Mundo. Depois, em 1970, 1974, 1978, 1982 e 1986 viajou para fazer as coberturas desses mundiais como comentarista da Rádio Panamericana de São Paulo.

No setor automobilístico, testou todos os carros produzidos no Brasil desde o início, em 1956 com a Romiseta, para os vários veículos para ao quais trabalhou.

Em 1992 foi convidado pela Ferrari a visitar Maranello, acompanhado por Sergio Valbusa, da Fiat, transcorrendo um dia inteiro na fábrica e depois testando na pista de Fiorano uma Testarossa. Essa sua experiência, foi publicada na revista Oficina Mecânica, veículo para o qual trabalhava na época como editor executivo.

Em 2011, quase 19 anos depois, voltou a Maranello com sua filha para testar outra Ferrari, desta vez a Califórnia, e conhecer os incrementos que foram realizados na fábrica. Essa visita rendeu um capítulo do livro que minha filha está escrevendo, a minha biografia.

Desde 1958 já falava de F1 aff eu nasci em 76, ou seja 18 anos antes de eu nascer ele já estava falando do que hoje é meu prazer hahaha

Se eu não estiver errado a primeira corrida oficial foi em 13 de maio de 1950 no Circuito de Silverstone, no Reino Unido, logo apenas 8 anos depois ele já comentava de F1, viu toda a evolução até os dias de hoje, sem brincadeira, quantos hoje VIVOS tiveram esse prazer? bom acho que poucos, muito poucos.

O Sportv já tinha feito essa burrada, e agora foi a Jovem Pan, quem perde? todos!!!

A empresa por deixar de ter uma voz inconfundível, e um conhecedor absoluto de automobilismo, arrisco dizer que o Claudio Carsughi deve ser um dos únicos que testou praticamente todos os carros do Brasil para diversas revistas. E a gente que perde de poder ver ou escutar uma pessoa experiente, que sabe o que fala, e agora ficamos órfãos de um dos poucos que ainda tínhamos a oportunidade de ouvir, e gostar do que ele falava.

Aliás a Jovem Pan, resolveu praticamente demitir todos os monstros que ela possuía em sua grade, vai se tornar apenas mais uma rádio, daquelas que a gente apenas passa por ela sem nem pensar em parar.

Quanto a Claudio Carsughi, ele não precisa mais disso, sua contribuição para nosso mundo já está registrada, e quem perde não é ele, e sim todos nós.

Me lembro quando conheci pessoalmente, sim eu sou fã desse carinha, sua voz forte e sua (ok isso é verdade haha), paixão pela Ferrari declarada, é algo incomum hoje em dia, não por ser a Ferrari (que deve ter deixado ele muito irritado nos últimos anos) mas por não esconder isso, coisa comum no meio jornalístico, esconder time que torce entre outras coisas.

Conheci o Carsughi em um evento da Ford, e pra minha sorte fui sentado ao lado dele, durante o trajeto até o evento, e ok, com 39 anos nas costas, soltei com a voz meio tremula, talvez com medo da reação, afinal não sabia se ele seria uma pessoa que gostava de conversar com um fã, “Sou seu fã” e quando percebi estávamos conversando de F1, que é minha paixão durante todo o caminho, não teve essa de eu sou o Tal então não quero papo, pelo contrário. Agora imagina a minha cara né, falando com um cara que eu fazia questão de assistir, de escutar a voz forte e imponente, que poucas pessoas se atreviam a questionar hahaha, sentado do meu lado, conversando normalmente.

Sim tem coisas que marcam, e pra mim é uma delas, existe vários formar de se admirar alguém, pode ser uma banda, um esportista pelo que fez, ou pelo conhecimento que essa pessoa tem, e pelo menos pra mim o conhecimento do Claudio Carsughi está anos luz na frente de praticamente todos que hoje estão no mercado.

De qualquer forma era a única coisa que me mantia escutando a JP, agora acabou o ciclo.

Meu muito obrigado ao Claudio Carsughi por ter feito alguns anos da minha vida, mais interessantes, aprendi muita coisa com ele. E agora vou continuar aprendendo mas agora somente ou pelo menos por enquanto pela internet.

Acho que tem apenas dois defeitos que eu conheço hahaha, é torcedor da Ferrari, e desconfio ser Palmeirense hahaha, afinal é um italiano e não esconde suas paixões.

 

Não costumo colocar links, vocês me conhecem, mas hoje vale a pena, quem quiser acompanhar o Carsughi só ler aqui http://www.carsughi.com.br/

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