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De acordo com a Associação Brasileira de Startups, o Brasil abriga 146 startups com foco em educação, número que representa mais que o dobro de empreendimentos em relação a março deste ano. Atualmente, a educação se consolida como o segundo maior mercado de startups, somente atrás de SaaS (Software as Service). Neste cenário, a Edumais, rede social voltada para a educação em que professores podem disponibilizar conteúdo gratuito ou pago na plataforma, comemora a marca de 2 mil alunos em todo o Brasil.

“A internet revolucionou os processos produtivos em várias áreas e a educação não foge desse panorama. As pessoas têm sede de conhecimento e estão dispostas a compartilhar aquilo que sabem. Assim, negócios que ofereçam oportunidades de aprendizados ou que eliminem barreiras entre alunos e professores tendem a alcançar o sucesso”, explica Dirceu Minetto, criador da Edumais.

O crescimento da área no país contrasta com o desempenho da educação brasileira. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está na 60ª posição – de 75 países avaliados – em um ranking mundial de qualidade de educação. No entanto, os problemas brasileiros no setor são vistos como oportunidade para os empreendedores.

“O atraso educacional não se deve às pessoas, mas sim ao sistema em si. Na falta de cursos, escolas e faculdades acessíveis, a sociedade vai procurar outras alternativas para se desenvolver intelectualmente e aí está a maior oportunidade para as startups”, afirma Minetto.

Apesar disso, os novos empreendimentos voltados à educação enfrentam alguns desafios específicos do setor. Focar no retorno financeiro e não se atentar às necessidades dos consumidores é um erro comum, que pode levar a startup ao fracasso.

“Para entrar nesse mercado, é preciso ter uma paixão verdadeira pela educação. O empreendedor precisa entender profundamente quais são os anseios de alunos e professores e procurar desenvolver tecnologias voltadas a eles. Não adianta apostar em um modelo de negócio que possa funcionar bem em outra área, mas que não se encaixe no setor educacional”, finaliza Dirceu.

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