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A Norton acaba de divulgar os resultados do Norton Cybercrime Report, um dos estudos mais importantes do mundo sobre o crime cibernético, elaborado todos os anos pela companhia. O relatório tem como objetivo entender de que forma o cibercrime afeta as pessoas e como funciona a adoção e evolução de novas tecnologias que afetam a segurança dos internautas. Com conclusões baseadas em relatos pessoais de mais de 13 mil adultos de 24 países, a edição deste ano do levantamento aponta que os custos globais do crime cibernético são de US$110 bilhões de dólares. No Brasil, é estimado que mais de mais de 28 milhões de pessoas foram vítimas deste tipo de crime nos últimos 12 meses, sendo que os prejuízos, por vítima, são de R$ 562.

A cada segundo, 18 adultos sofrem com violações virtuais, resultando em mais de 1,5 milhão de vítimas todos os dias no mundo.  Cada pessoa vitimada perde US$ 197, em média, sendo que esta modalidade criminosa custa mais do que as necessidades semanais de alimentos para uma família de quatro pessoas. No último ano, cerca de 556 milhões de adultos no mundo sofreram com fraudes online, mais do que toda a população da União Europeia.[i] Esta cifra representa 46% dos adultos que foram vítimas nos últimos doze meses. Em 2011, este número era de 45%.

Mutações

A pesquisa deste ano mostra um aumento de novas formas de crimes online em comparação com o ano passado, principalmente aqueles encontrados nas redes sociais ou nos dispositivos móveis. Este é um sinal de que os contraventores estão começando a concentrar seus esforços nestas plataformas, que são cada vez mais populares. Um em cada cinco adultos com vida online (21%) foi vítima de fraudes no ambiente social ou móvel e 39% que possuem redes sociais foram vítimas de malwares sociais:

  • 15% dos usuários de redes sociais relatam que alguém invadiu o seu perfil e se passou por eles
  • Um em cada 10 usuários de redes sociais foram vítimas de golpe ou links falsos em plataformas colaborativas
  • Embora 75% acreditem que os cibercriminosos estejam mirando nas redes sociais, menos da metade (44%) utilizam uma solução de segurança que os proteja contra ameaças nestes ambientes. Além disso, apenas 49% usam as configurações de privacidade para controlar as informações que compartilham
  • Quase um terço (31%) recebeu uma mensagem de texto de alguém que não conhecia solicitando que clicassem em um link ou a discassem um número desconhecido para ter acesso a uma caixa postal de voz.

 

“Os cibercriminosos estão mudando suas táticas para atingir plataformas móveis e sociais, ambientes que estão em rápido crescimento e onde os consumidores estão menos conscientes dos riscos de segurança”, diz Marian Merritt, advogada da Norton Internet Safety. “Isso reflete o que vimos no Symantec Internet Security Threat Report, deste ano, que registrou quase o dobro das vulnerabilidades móveis em 2011 em comparação ao ano anterior”, pontua.

O Norton Cybercrime Report 2012 também revela que a maioria dos internautas está nos passos básicos para proteger a si mesmos e às suas informações pessoais, como apagar e-mails suspeitos e ter cuidado com os seus dados pessoais no mundo online. No entanto, outras precauções essenciais são ignoradas: 40% não usam senhas complexas nem as alteram com frequência. Além disso, mais de um terço não confere o símbolo de cadeado no navegador antes de digitar informações pessoais críticas, como dados bancários.

Paralelamente, o relatório deste ano aponta que muitos adultos não estão cientes que as formas mais comuns de crimes cibernéticos têm evoluído ao longo dos anos e, portanto, têm dificuldade para reconhecer como um malware age nos computadores. De fato, 40% dos adultos não sabem que um vírus pode operar de forma discreta, tornando-se difícil saber se um computador foi comprometido. Além disso, mais da metade (55%) relatou não estar certo de que seu computador está limpo e livre de vírus.

“Malware e vírus são utilizados para causar estragos óbvios aos computadores”, acrescenta Merritt. “Você se depara com uma tela azul ou o computador falharia, alertando ao internauta sobre uma infecção. Porém, os métodos dos criminosos evoluíram, já que querem evitar ao máximo a detecção. Os resultados deste ano mostram que quase metade dos internautas acreditam que a menos que seu equipamento trave ou apresente funcionamento ruim, eles não terão certeza absoluta de que foram vítimas de um ataque online”, finaliza.

Senhas de e-mail fortes são essenciais

Mais de um quarto (27%) dos entrevistados relatam ter sido notificados para alterar a senha de uma conta de e-mail comprometida. Com as pessoas enviando, recebendo e armazenando muitas informações como fotos pessoais (50%), documentos relacionados ao trabalho (42%), dados de extratos bancários (22%) e senhas para outras contas no ambiente online (17%), estes e-mails podem ser uma porta de entrada potencial para criminosos, que buscam informações pessoais e corporativas.

“Muitas vezes, e-mails pessoais contêm as chaves importantes para o mundo virtual. Contraventores podem tanto ganhar acesso a tudo em sua caixa de entrada do e-mail quanto também podem redefinir suas senhas para qualquer outro site que você possa acessar, clicando no link ’esqueceu sua senha‘, interceptando os e-mails e, efetivamente, bloqueando você das suas próprias contas”, afirma Adam Palmer, analista-chefe de crimes cibernéticos da Norton.  “Neste sentido, para proteger o seu e-mail, é recomendável a utilização de senhas complexas, sendo que de tempos em tempos haja a alteração delas”, finaliza.

Para mais informações do Norton Cybercrime Report 2012 visite: http://www.norton.com/2012cybercrimereport

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