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Elas já não podem mais ser consideradas o sexo frágil, por causa de seu instinto de preservação mais aguçado e por culpa principalmente dos homens. Pensar nas mulheres de hoje em dia como sendo objetos manipuláveis, é um grande erro que alguns homens-primatas insistem em colocar em suas vidas e acreditar que, são todas burras e mal informadas. Cuidado, elas agora se unem, elaboram planos e, geralmente sobra para o malandro de plantão.

Isso fica bem claro nessa nova produção que tem como tema central a vingança. Mulheres ao Ataque (LBI Entertainment / FOX) é um ótimo exemplo que, quando brincamos com fogo, saímos muito, mas muito queimados. É um filme que trata da amizade improvável entre três mulheres que planejam um esquema brilhante para se vingar de um homem que as traiu. Unidas pela vingança, elas descobrem que não é só sobre atacar de volta – é sobre permanecerem juntas. E é aí que mora o perigo. Uma fera ferida tem reações inesperadas, pode ser subjugada ou correr e atacar ferozmente, principalmente quando atacam em bando.

Na verdade tudo é tratado em tom de comédia, os atores vestiram a roupa de seus personagens com todos os adereços. É claro que existem os exageros, como as intermináveis caras e bocas de Cameron Diaz, que parece um pouco mais velha do que realmente é (a atriz tem 41 anos, um corpinho de 30 e um rosto de 50), a beleza que enchia a tela no tempo de As Panteras deu lugar uma tiazinha com evidentes exageros no botox. É uma pena a mão do homem ter estragado o que Deus fez com tanto cuidado.

Já suas companheiras, a excelente Leslie Mann, a Amélia do pedaço, rouba a cena e constrói uma personagem firme e engraçada na medida certa, ela consegue em seus arrufos de pequena, frágil e submissa saltar para fera enjaulada querendo sangue. Ao contrário da exuberante modelo e agora atriz Kate Upton, tratada como objeto de desejo apesar de suas formas pouco arredondadas, ser o ponto de equilíbrio entre as três, não tem a performance de uma grande atriz, mas mostra ter talento para ser trabalhado nas mãos de um diretor mais exigente.

Por falar em direção, a do Nick Cassavetes deixou a desejar se compararmos ao que o seu pai John Cassavetes fez no cinema independente americano. Começando pelo personagem masculino, vivido pelo dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau (conhecido pela série Games of Thrones) ser um sedutor meio sem jeito, ter aquele ar forçado de pegador do bairro, em que as reações das mulheres ao seu redor são quase mecânicas. Houve também um descuido quanto aos detalhes, por exemplo, na cena em Nikolaj e Cameron estão tomando um drink no alto de um edifício em Nova York, a proteção de vidro ao fundo esta cheia de dedos e mãos, já nas cenas mais próximas, as marcas somem quase que por mágica. É a diferença de dirigir e de deixar rolar, alguém pisou na bola e não quiseram voltar e refazer a cena.

Tem coisas muito engraçadas no filme, tem soluções mais que possíveis para o fechamento da trama e tem também uma ponta com cara de papel principal do eterno Miami Vice Don Johnson, no papel de pai da Cameron.

O filme estréia nos cinemas brasileiros no dia 08 de maio, quinta-feira da semana que vêm, é um programa que você deve assistir junto com quem se estiver namorando ou ficando atualmente, é divertido, engraçado, e vai fazer com que os homens se lembrem de alguma situação estranha que aconteceu na vida e vai dar às mulheres várias idéias de como se vingarem. O conselho é, após o filme, um jantarzinho a dois, que com certeza não vai fazer mal a ninguém.

A gente se encontra na semana que vem!

Beijos & queijos

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Texto: Eduardo Abbas

Fotos: Fox

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