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De todos os 007 que apareceram na tela, esse é seguramente o mais versátil de todos, pois suas incursões pela sétima arte vão desde um matador até um cantor em filmes água com açúcar. Talvez essa versatilidade tenha custado a esse ator irlandês um maior reconhecimento do público em geral e algumas centenas de milhares de libras a menos no orçamento.

O importante nesses casos é nunca desistir, agarrar com unhas e dentes projetos que possam, de alguma forma, manter viva a chama criadora e colocar na tela todo o talento para o qual foi moldado em todos esses anos de estrada. Não se trata de um cara jovem, mas podemos dizer que esse sessentão tem ainda muita lenha para queimar. Estréia nessa quinta-feira feira nos cinemas brasileiros November Man, Um Espião Nunca Morre (Das Films, Envision Entertainment, Irish DreamTime, Playarte) um filme de ação que vai agradar a todos que gostam do gênero.

No longa, que é baseado no livro “There Are No Spies” de 1987, do falecido jornalista e escritor Bill Granger, Peter Devereaux (vivido por Brosnan) é um ex-agente da CIA, que suspende sua aposentadoria na Suíça para uma última missão: proteger uma testemunha-chave, Alice Fournier (onde Olga Kurylenko continua absolutamente maravilhosa) que possui informações sigilosas sobre a agência. A decisão o coloca no caminho de seu antigo aluno David Mason (Luke Bracey, que faz o papel do Comandante Cobra em GI Joe: Retaliation) em um jogo mortal que envolve oficiais do alto escalão da CIA e o recém-eleito presidente da Rússia.

A direção do experiente neozelandês Roger Donaldson traz de volta aquela sensação de cinema bem feito dos anos 90, onde as cenas de ação são tratadas com muito cuidado e carinho.

A fotografia não é para ganhar Oscar®, mas é feita por um especialista, Romain Lacourbas (Busca Implacável 2, Carga Explosiva 3) e muito bem editado pelo também neozelandês John Gilbert (O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel) que dá o ritmo certo aos eventos, às vezes catastróficos, às vezes singelos, que o filme mostra em pouco mais de 1 hora e 40 minutos de exibição.

Se puder colocar um senão no filme, é o fato de ele ter uma abordagem antiga, a estória se passa praticamente quando o livro foi escrito, em meio à guerra fria que dividia o planeta em russos e americanos. Claro que a adaptação feita pelos roteiristas Michael Finch e Karl Gajdusek (Karl assina o bom Obivilion) insere no contexto smartfones e outras novidades do nosso mundo atual, o que na verdade é um charme no resultado final, é uma ação do passado vivendo nos dias de hoje.

November Man, Um Espião Nunca Morre é uma ótima diversão, entretenimento puro, dá pra torcer pro mocinho e, por que não, para o bandido. Não é para a família toda, sua classificação é de 14 anos, uma bobagem, pois os telejornais são até mais violentos e não se tem com impedir que jovens e adolescentes assistam.

O filme tem todos os elementos necessários para se gostar de uma excelente obra de ação, até porque nem sempre o passar do tempo enferruja as engrenagens da vida, em muitos casos elas ficam até mais azeitadas.

A gente se encontra na semana que vêm!

Beijos & queijos

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Texto: Eduardo Abbas

Fotos: Playarte

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