Fintechs Visa traz recorte sobre as startups inscritas no Programa de Aceleração da empresa em 2019

Você sabe o que é pivotar? Segundo o Mapa das Fintechs Visa cerca de 77% das startups brasileiras já pivotaram em algum momento, ou seja, mudaram de segmentação ou de solução. Esse e outros dados estão presentes na análise da Visa, que apresenta um recorte das startups no Brasil. Em sua segunda edição, o estudo traz informações sobre faturamento, obstáculos enfrentados, dados sobre investimentos e detalhes sobre os profissionais que trabalham nas mais de 175 startups inscritas no Programa de Aceleração Visa 2019.

Ainda sobre pivotagem, o recorte mostra que 22% das startups mudaram apenas uma vez e 3% afirmaram ter pivotado mais de cinco vezes, o que pode ser considerado comum nesta área, já que muitas mudam seus negócios conforme demandas e oportunidades de mercado. Cerca de 23% nunca pivotaram e seguem na sua proposta inicial. A maioria das startups que se inscreveram no Programa (55%) tem entre um e cinco anos de existência, e 28% tem até um ano de idade.

Em comparação ao Mapa das Fintechs Visa de 2018, é possível notar uma maior diversidade de startups que se inscreveram no Programa de Aceleração Visa. As voltadas para o setor de pagamentos (20,6%), ainda maioria em 2019, apresentaram uma diminuição em relação ao ano anterior, quando eram quase 40% do total. Destacam-se ainda nesta edição áreas como mobilidade urbana (6,9%), big data (6,3%), inteligência artificial (5,6%), blockchain (5%) e machine learning (1,3%). Dessas, inteligência artificial e machine learning não tinham aparecido antes.

Investimentos e faturamento

Quando o assunto é investimento, a maioria dos respondentes (55%) afirmou não ter recebido investimento externo. Dessas, apenas 11,6% afirmaram usar capital próprio. Ainda assim, das inscritas, 35% disseram ter recebido investimento, porém não especificaram a origem. Aquelas que detalharam sobre investimento externo, afirmam ter recebido o aporte de Aceleradoras (5,4%), Investidores Anjo (4,5%) e Fundos de Investimento (4,5%) – incluindo Seed Investors e Venture Capital.

Os valores variam: 9,2% das empresas receberam até R$ 50 mil, 44,6% entre R$ 100 mil a R$ 500 mil, 38,5% receberam de R$ 500 mil a R$ 2 milhões e, 7,7% disseram ter recebido aportes acima de R$ 2 milhões.

Sobre faturamento, a maioria das respondentes afirmou que seus ganhos mensais variam de R$ 5 a 40 mil (49%). Em segundo lugar, 21% faturam entre R$ 100 mil a 500 mil por mês. Apenas 11% ganham até R$ 5 mil mensais.

Obstáculos

Em relação aos principais desafios citados pelas startups, a dificuldade em obter clientes (14%) e questões relacionadas à dinheiro (14%) – como investimento e fluxo de caixa, aparecem em primeiro lugar, seguidos por problemas com a regulamentação (13%). Em 2018, um dos obstáculos mais citados foram sobre a burocracia (20%), inovação (18%) e a concorrência (13,4%).

Times

Questionadas sobre suas equipes, as startups responderam sobre número de pessoas, idade de seus funcionários e gênero. Cerca de 38% delas possuem menos de 10 funcionários e 31% das startups tem entre 10 a 30 funcionários. As idades dos times variam: 64% têm funcionários com até 35 anos e 22% possuem uma equipe jovem, com idade máxima de 25 anos. Os homens ainda são maioria nas equipes, mas 61% das startups afirmaram possuir mulheres no time.

O Mapa das Fintechs Visa traz ainda informações sobre a distribuição geográfica das startups. São Paulo continua como o estado de origem da maioria das startups e representa 48,8% do total. Mas é possível notar uma importante mudança no eixo das inscritas em relação ao ano passado, onde se destacam estados como Minas Gerais (10,5%), Paraná (9,3%), Santa Catarina (6,4%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ambos com 5,2%.

Em 2019, Minas Gerais superou o Rio de Janeiro e foi o segundo estado com o maior número de empresas inscritas no Programa de Aceleração da empresa. Paraná e Santa Catarina também cresceram em relação ao ano passado. Em 2018, o estado de São Paulo concentrava 55% das empresas, seguido por Rio de Janeiro (8%), Rio Grande do Sul (7,2%), Paraná e Minas Gerais, com 6,7% cada.

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