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O minuto do celular no Brasil, pelo segundo ano consecutivo, permanece entre os mais baratos do mundo. Estudo realizado pela consultoria Teleco, mostra que o preço do minuto no Brasil é de US$ 0,043, com tributos, ficando atrás apenas da China, Rússia e Índia. O estudo Desempenho Comparado de Preços do Celular considerou um grupo de 18 países que concentram 55% da população mundial e apresentam alto grau de relevância para o mercado de telecomunicações. Na comparação com a edição 2014 do estudo, houve inclusive uma queda de 37% no preço em dólar, que era de US$ 0,69, no ano passado.

Nesta comparação com outros países, foram utilizados os planos de serviços efetivamente praticados no Brasil e os dados de tráfego que mais se assemelham ao perfil de uso do celular pelos brasileiros. Também foi levado em conta o segmento pré-pago, utilizado por 74% dos brasileiros. Para fazer o cálculo, foi considerada uma cesta de produtos de 100 minutos de ligações, sendo 90% destinadas a celulares da mesma prestadora, 5% para celulares de outras prestadoras e 5% para telefones fixos.
A utilização desses dados, que retratam de maneira mais fiel a realidade brasileira, difere de levantamento da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que leva em conta os planos “homologados” pela Anatel, uma espécie de preço-teto. Esses planos homologados não são praticados no mercado brasileiro e utilizá-los como comparação acaba criando uma distorção nos resultados. A Anatel, inclusive, apontou recentemente a necessidade de alteração na metodologia e entregou à UIT uma proposta de adoção de novos parâmetros.
Na elaboração do estudo da Teleco, foram considerados os preços do pré-pago, coletados nos sites das prestadoras no mês de outubro. Assim como faz a UIT, foi adotado como preço de referência para o país o preço da prestadora de celular líder em market share, em moeda local do país e convertido para o dólar.

Carga tributária – O estudo mostra ainda que os tributos têm um peso bastante significativo nos preços da telefonia móvel no Brasil. De acordo com o levantamento, o Brasil tem a maior carga tributária entre os 18 países pesquisados. Os tributos no Brasil representam 43% da receita líquida, quase o dobro do segundo colocado, que é a Argentina (26%) e 14 vezes maior que os da China (3%).

Banda larga – No caso dos serviços de internet, o Brasil também se posiciona entre os mais baratos. De acordo com o estudo, o preço da cesta de serviços da banda larga móvel pré-paga é de US$ 6,00, o quarto mais barato do mundo entre os países estudados, atrás da Índia, Rússia e Espanha. Sem os impostos, o Brasil passa a ser o segundo mais barato (US$ 4,20), atrás apenas da Índia. Na banda larga móvel pós-paga, a cesta brasileira custa US$ 6,80, com tributos. Para fazer a avaliação, foi considerada uma cesta de banda larga pré-paga com consumo de pelo menos 500 MB.

Essa trajetória de queda no preço dos serviços pode ser interrompida em função de aumentos já anunciados da carga tributária. O setor de telecomunicações espera que as autoridades brasileiras levem em consideração a essencialidade, a singularidade e a função estruturante das telecomunicações no novo ciclo de desenvolvimento econômico mundial de modo a não onerar ainda mais os serviços e o consumidor, que já pagam uma das maiores cargas tributárias do mundo.

 

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