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Olá Pessoal, bom hoje começamos uma nova parte no Rmax, agora temos um crítico musical, que vai escrever pra gente sobre curiosidades, novidades, analise de musicas, espero que curtam.

Seja bem vindo Miguel.

Dia 24 de maio de 2010 Paul Gray foi encontrado morto num quarto do Hotel Urbandale deixando todos os integrantes da banda Slipknote arrasados.

Em 17 de outubro de 2014 a banda Slipknot presta sua homenagem lançando o álbum .5: The Gray Chapter. Uma obra prima da banda para honrar seu integrante perdido.

O álbum começa com XIX, uma clara mensagem para Gray, onde as primeiras palavras ouvidas são “This song is not for the living, this song is for the dead” (Esta música não é para os vivos, esta música é para os mortos). A canção traz uma pegada melódica e triste, passando o sentimento de perda pelo falecido companheiro.

Sentimentalismo a parte, o álbum segue com Sarcastrophe com uma pegada bem equilibrada entre Iowa e Subliminal Verses.

Após esse choque inicial, avançamos com AOV. Uma clara expressão de como os integrantes se sentiram com a morte de Gray. “Today we will deceive our better selves into assimilating pain from something else” (Hoje vamos enganar o melhor de nós assimilando a dor de alguma outra coisa). AOV traz algo mais maduro, conforme mostrado em All Hope Is Gone.

Seguindo a lista temos The Devil In I, que não possui nenhuma ligação aparente ao Paul Gray, mas é uma ótima música bem no estilo All Hope Is Gone com momentos leves e bem melódicos seguidos por refrãos pesados, mas ainda lentos. (Obs: Não recomendo nenhum dos clips para pessoas sensíveis.)

A seguir temos Killpop, que retrata um romance doentio bem no estilo Vermilion, uma boa distribuição de ritmos leves e agitados com screams e um belo riff de bateria.

Em seguida temos Skeptic com uma mistura de estilos entre o álbum auto intitulado Slipknot e um pouco de Murderdolls (talvez remetendo ao recém saído Joey Jordison). Skeptic trata de uma nova homenagem ao falecido Gray mas de uma forma bem mais agitada. Corey canta “God, stop taking the best of us” (Deus, pare de pegar o melhor que temos) e em seguida “I I won’t let you disappear. I will keep your soul alive if I can’t have you here. History may have its share of lunatics and stars but the world will never see another crazy motherf**er like you” (Eu não deixarei você desaparecer. Manterei sua alma viva se não puder ter você aqui. A história pode ter sua parcela de lunáticos e estrelas mas o mundo jamais verá outro louco filho da mãe como você”

Seguimos então com Lech, uma música com distribuição de peso e melodia e alguns trechos sombrios trazendo uma mostra do velho Iowa cruzado com All Hope Is Gone. Fechando então a primeira metade do álbum.

Para início da segunda metade, temos Goodbye, uma música lenta e bastante sentimental, fazendo, finalmente, a despedida ao Sr Gray “A long time ago we believed and we were United, so the last thing on Earth I am ready to do is say goodbye!” (Muito tempo atrás nós acreditávamos e estávamos juntos, então a última coisa na terra que eu estou preparado para fazer é dizer adeus!)

Goodbye já faz dobrada junto de Nomadic, que não faz conexão com Goodbye e traz uma melodia bem no estilo My Plague com estrofes pesadas e refrãos mais leves e agitados. Logo após temos The One That Kills the Least, outra música leve e lenta, com letra melódica e um bonito solo para fechar.

Agora temos a fantástica Custer trazendo o que há de melhor do Slipknot, certamente o ponto máximo do álbum remetendo ao estilo do álbum auto intitulado Slipknot e do próprio Iowa. Certamente terá seu lugar junto aos clássicos como (SIC) e Spit it Out.

Em seguida temos Be Prepered for Hell sendo um simples interlúdio criando uma atmosfera para descansar os ouvidos para a próxima música: The Negative One, uma faixa que traz o melhor do auto intitulado Slipknot, Iowa e uma pegada de Subliminal Verses. Fechando o álbum pra quem quer banguear. The Negative One foi uma das primeiras faixas divulgadas com o vídeo-clip a seguir:

Para encerrar o álbum temos If Rain Is What You Want. Outra música lenta, bem no estilo Virus of Life, sendo uma das mais sentimentais do álbum e, em minha opinião, uma das mais bonitas.

The Gray Chapter mostra o retorno de Slipknot após 2 baixas, Paul Gray e Joey Jordison. E mesmo com essas 2 baixas o álbum se mostrou um excelente trabalho trazendo tudo que já foi mostrado pelo Slipknot: Peso e melodia, violência e dor.

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