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O Novo Ka, que a Ford lançará no segundo semestre, é o carro compacto de menor consumo de combustível do País, tanto com etanol como com gasolina, de acordo com os dados divulgados pelo Inmetro/CONPET, dentro do PBEV – Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do governo federal. O modelo da Ford, classificado na categoria de compactos pelas suas dimensões, foi avaliado com ar-condicionado, equipamento que é uma tendência entre os consumidores, e tem também o motor 1.0 mais potente do mercado.

O Novo Ka obteve classificação máxima de eficiência “A”, tanto dentro da categoria de compactos quanto no ranking  geral de todo o programa (1,56 MJ/km).  Por isso, conta com o Selo de Eficiência Energética CONPET. Vale destacar que esse resultado refere-se às versões hatch SE/SEL, as mais equipadas do novo compacto da Ford.

Na lista geral, o modelo supera todos os compactos e subcompactos de geração moderna avaliados no ranking. Mesmo quando comparado com carros subcompactos sem ar-condicionado, ele também figura entre os dois melhores com motor flex do mercado.

           O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular normaliza a metodologia e audita as informações de consumo e emissões fornecidas pelos fabricantes, classificando seu desempenho nos níveis de A a E, do melhor para o pior. O Novo Ka recebeu o selo A de eficiência energética, com os melhores resultados do seu segmento. Ele tem rendimento de 8,9 km/l com etanol e 13 km/l com gasolina na cidade, e de 10,4 km/l com etanol e 15,1 km/l com gasolina na estrada.

O Novo Ka é resultado de um projeto de engenharia que teve entre as prioridades maximizar a eficiência energética do veículo. As metas estabelecidas no programa, desde o princípio, foram obter a classificação máxima (A) no Programa Nacional de Etiquetagem do Inmetro/CONPET, com o melhor consumo de combustível da categoria, e também oferecer a melhor performance entre os competidores diretos.

“O nosso novo compacto adota uma estratégia integrada, abrangendo todos os aspectos do veículo, desde o motor e transmissão à aerodinâmica para reduzir as perdas por meio do atrito e calor e otimizar a eficiência”, diz Rogelio Golfarb,  vice-presidente de Assuntos Corporativos da Ford América do Sul.

Novo motor 3 cilindros

O principal responsável pelo alto rendimento do Novo Ka é o motor Ford 1.0 3C Duplo Comando, com um projeto moderno e avançado, concebido para atender os parâmetros de maior desempenho e menor consumo.  “O motor Ford de três cilindros oferece a melhor eficiência no consumo e emissões e a melhor performance da categoria. Também traz a melhor equação de custos para oferecer uma opção vantajosa de compra para os consumidores”, afirma Volker Heumann, gerente de Motores da Ford.

O novo motor Ford 1.0 tem potência e torque superiores, tanto comparado com os modelos de três como de quatro cilindros. Ele gera 85 cv (@ 6.500 rpm) e torque de 105 Nm (@ 4.500 rpm) com etanol e 80 cv (@ 6.500 rpm) e torque de 100 Nm (@ 3.500 rpm) com gasolina. Entre os avanços tecnológicos, ele traz duplo comando de válvulas variável tanto na admissão como no escapamento, com quatro válvulas por cilindro, sistema eletrônico de partida a frio “Ford Easy Start”, sistema de arrefecimento em dois estágios, correia primária com funcionamento em óleo, taxa de compressão de 12:1 e coletor de escape integrado ao cabeçote.

A sua tecnologia eletrônica de partida a frio, desenvolvida para a aplicação flex, promove o aquecimento controlado do etanol em temperaturas inferiores a 18ºC e dispensa o tanquinho extra de gasolina. O arrefecimento de duplo estágio reduz o tempo de aquecimento para o motor atingir a temperatura ideal de trabalho, reduzindo ao mesmo tempo a viscosidade do óleo e o atrito. A correia lubrificada reduz o coeficiente de atrito e, além de ter funcionamento silencioso, dispensa manutenção.

Engenharia para a eficiência

Além do motor, vários outros aspectos contribuem para a eficiência energética do Novo Ka. Esse trabalho começa na aerodinâmica para diminuir o arrasto do vento e é otimizado pela estrutura moderna voltada para a redução do peso do veículo. “A economia de combustível do Novo Ka é o resultado de um extenso trabalho de engenharia, que otimizou todos os sistemas do veículo. Os pneus de baixa resistência ao rolamento, a direção elétrica, o ventilador do motor com baixas perdas, o ar-condicionado e o alternador de alto rendimento são outros componentes que ajudam a economizar combustível”, destaca Klaus Mello, gerente de Engenharia Veicular da Ford.

O câmbio de escalonamento amplo (“wide ratio”) permite o aproveitamento da curva de torque otimizada do motor Ford 1.0 3C, garantindo bom desempenho desde baixas velocidades, bem como o conforto e a economia em velocidades de estrada. A direção elétrica exige menos potência do motor e reduz o consumo em até 3%. Os pneus de baixa resistência ao rolamento, de nova geração, também trazem uma economia de até 3%.

Os elementos da carroceria foram trabalhados aerodinamicamente em detalhe, conciliando estilo arrojado e eficiência. Estes elementos incluem o desenho da grade dianteira, para-choque, capô, retrovisores e colunas, bem como a adoção do aerofólio traseiro integrado e defletores no para-choque. O desenho do para-brisa, por exemplo, tem um ângulo que suaviza a linha de junção com o capô e esconde os limpadores.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA: A EVOLUÇÃO DO PROGRAMA BRASILEIRO DE ETIQUETAGEM VEICULAR

 

O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro é feito em parceria com o Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (CONPET), do Governo Federal, vinculado ao Ministério das Minas e Energia e executado pela Petrobras. Ele classifica os veículos com base na eficiência energética, separados por categoria e também em um ranking geral.

A lista, atualizada periodicamente, tem hoje 540 modelos e versões de 36 marcas e está disponível no site http://pbeveicular.petrobras.com.br/TabelaConsumo.aspx.

O governo brasileiro iniciou os estudos para implantar um programa de etiquetagem para veículos, similar aos adotado nos EUA e Europa, em 2008. O objetivo era oferecer informação clara e confiável para o consumidor, com um padrão de medição e divulgação. A Ford já tem vários modelos avaliados e classificados com padrão A no ranking do CONPET, que é liderando pelo Ford Fusion Hybrid, o veículo mais econômico do mercado brasileiro.

“Hoje na sexta edição, o programa ainda é voluntário para os fabricantes, mas a participação das marcas vem crescendo, na mesma medida em que a economia de combustível ganha importância para os consumidores”, diz Linus de Paoli, supervisor de Performance e Economia da Ford.

A partir de 2017, todos os veículos vendidos no Brasil terão a obrigatoriedade de trazer afixada a etiqueta de eficiência energética do programa. Essa etiquetagem também é um dos três itens obrigatórios para os fabricantes se enquadrarem no novo regime automotivo (INOVAR-Auto). Com isso, o número de marcas participantes, que era oito em 2013, saltou para 36 este ano.

Medição e categorias

O programa avalia a eficiência dos veículos em quilômetros por litro, medidos em condições padrão de laboratório (NBR7024) e ajustados para simular condições mais comuns de utilização, considerando as diferenças químicas dos combustíveis – etanol ou gasolina, sem incluir motores a diesel, que têm um padrão energético diferente.

A avaliação do CONPET considera, além do tamanho do veículo, a cilindrada do motor, tipo de transmissão (manual, automática, automática dupla embreagem, automatizada ou contínua), ar-condicionado, direção (mecânica, hidráulica, elétrica ou eletro-hidráulica) e combustível.

Os carros de passageiros são separados nas seguintes categorias, definidas por sua área (largura x comprimento): subcompacto, compacto, médio, grande e extra grande. Há também sete categorias especiais: esportivo, fora de estrada, comercial, utilitário esportivo compacto, utilitário esportivo grande, minivan e carga derivado (picapes derivadas de automóveis).

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