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A Volkswagen produz no Brasil um dos motores mais modernos do mundo. Ele equipa o compacto up!

Chamado de TSI (Turbocharge Stratified Injection), este 1,0 litro Total Flex é montado em bloco de alumínio, com 3 cilindros , 12 válvulas, comando variável, turbocompressor e injeção direta na câmara de combustão. Assim ele utiliza a mais alta tecnologia em um propulsor compacto, potente e de torque elevado.

Os detalhes são muitos, como por exemplo, o triplo sistema de refrigeração, já que trabalha com temperaturas diferentes no bloco e cabeçote. Tem ainda o intercooler só para refrigerar o turbo.

E por falar no turbo, vale ressaltar que foi desenvolvido pela BorgWarner preparado para aceitar o nosso combustível, ou seja, a gasolina misturada com etanol e só etanol, sem perigo de corrosão.

Diferente do que acontecia no passado não muito distante (até final dos anos 80), onde o turbo era sinônimo de maior potência, nos dias de hoje ele é um excelente aliado para reduzir as emissões de poluentes, já que aproveita os gases gerados na queima do combustível.

No up! TSI este motor entrega 101 cv (G)/105 cv (E) de potência a 5.000 rpm. O torque é de 16,8 kgfm, disponível a partir de 1.500 rpm, com ambos os combustíveis.

Com ar condicionado ligado, ele faz média de 18 km com um litro de gasolina na rodovia e 14 km/L no etanol nas mesmas condições. Na cidade a média é de 14 km/L (G)/12 km/L (E).

Apesar de incorporar muita tecnologia, não é difícil de entender o funcionamento. Oferece acesso fácil a itens que exigem manutenção periódica e substituição de peças como velas, correias, filtros, o que significa custo baixo de manutenção.

E esta investida da VW num motor turbo compacto faz com que a concorrência reaja. Informações não confirmadas dão conta de que outras duas fabricantes de veículos testam motores turbos compactos. A dedução é de que elas são a Ford que comercializa no exterior o EcoBoost  de 120 cv e a Renault-Nissan que tem o 0.9 TCe na Europa. Não descarte desta lista a Fiat, com o 2 cilindros turbo que equipa o 500.

E quem ganha com esta concorrência é o consumidor, pois terá opções de carros modernos, potentes, de baixo consumo e emissão de poluentes.

O que falta é auxilio do Governo. Reduzir impostos destes produtos seria uma ótima alternativa para chamar a atenção do consumidor.

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