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Não adianta, por mais que os americanos queiram, a natureza dá sempre um baile nos habitantes da América do Norte. E por mais que estudem e se especializem, os tornados serão sempre os “craques” que vão dar “olé” nas estatísticas e previsões, muitas delas certeiras, outras, furadíssimas.

Como a natureza não costuma levar desaforo pra casa, as conseqüências geralmente são catastróficas, os prejuízos materiais e de vidas sempre tem números elevados, é uma guerra sem tiros, é uma completa impotência da maior potência diante da força dos ventos em conjunto com as águas. Como se pode combater um inimigo que não se consegue ver nem segurar com as mãos? E tem mais um complicador no caso dos tornados, eles se formam de repente em um lugar qualquer, saem correndo e desaparecem na mesma velocidade em que surgem. Às vezes, nem dá tempo de avisar o vizinho que o vento vem aí!

Mesmo assim existem aqueles que correm atrás para descobrir onde será o próximo evento, onde os estudos, que às vezes dão algum resultado, levam os “caçadores” à fama ou à morte, é muito rápido, do sucesso ao fracasso sem escalas. Vendo por esse viés perturbador de um inimigo pra lá de oculto, estréia quinta-feira nos cinemas brasileiros No Olho do Tornado (New Line Cinema, Village Roadshow Pictures, Broken Road, Warner Bros.), um filme com características de documentário, uma quase homenagem aos caçadores de tempestades mostrando o quanto são ousados e arriscam a vida por uma imagem que talvez venha a valer milhões.

O filme, num todo, é bem dirigido por Steven Quale (que ficou conhecido por Premonição 5), que soube criar um clima real de catástrofe vivida pelos personagens utilizando-se muito bem das novas técnicas de efeitos visuais. Na verdade, os tornados são os personagens principais e os vilões da história, até porque os de carne e osso lembram muito as escalações para as novelas água com açúcar das 6 da tarde. Não existe no roteiro uma grande inovação de personagens, são todos passivos e tentam a todo custo sobreviver pela hecatombe que estão passando.

É um relato simples, ao longo de um único dia, a cidade de Silverton é devastada por um ataque sem precedentes de tornados. A cidade inteira está à mercê dos erráticos e mortais ciclones, enquanto os caçadores de tempestades prevêem que o pior ainda está por vir. A maioria das pessoas procura abrigo, enquanto outros correm em direção ao vórtice, vendo até que ponto um caçador de tempestades irá para aproveitar aquela oportunidade única, é a mãe Natureza em seu comportamento mais extremo.

O elenco não tem grandes estrelas, a começar por Richard Armitage (que esteve nos dois O Hobbit: Uma Jornada Inesperada e A Desolação de Smaug), Sarah Wayne Callies (da série de TV The Walking Dead), Matt Walsh (conhecido por Ted), Alycia Debnam-Carey (lembrada por Where the Devil Hides), Arlen Escarpeta (que trabalhou com o diretor em Premonição 5), Nathan Kress (do programa de TV iCarly), Jon Reep (Madrugada Muito Louca 2) e Jeremy Sumpter (do correto Soul Surfer – Coragem de Viver).

As atuações dos personagens são coerentes, o que realmente se sobressai no filme são os efeitos especiais, espetacularmente realizados e a sensacional edição de som. Segundo os produtores, os áudios dos furacões são reais, captados por caçadores e dão ao espectador a sensação de estar no meio da tempestade.

Na verdade esse é um filme com características peculiares, a começar com o orçamento considerado baixo (US$ 50.000.000) para um longa dessa categoria e para os padrões de Hollywood. Outra, é que deve ser assistido de preferência em salas com a tecnologia 4DX, uma nova forma de se sentir o filme, isso porque as cópias são em 2D, o que reforça a sensação de documentário, e, por fim, é curto no tempo de exibição (90 minutos), mas deixa a impressão de se tratar de mais de duas horas.

No Olho do Tornado é obrigatório para quem curte filmes catástrofe e bons efeitos, tem que ser assistido por um público mais adulto e vai entrar para o seleto grupo daquelas películas que deixam a mensagem “Puxa, como a natureza é incontrolável”.

A gente se encontra na semana que vem!

Beijos & queijos

Texto: Eduardo Abbas

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