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O Fred é tímido. Essa é a conclusão que eu chego após quase um mês tentando fazer ele passear. Pois é, por incrível que pareça, o meu cachorro é o único da face da Terra que não suporta passeios. O lado bom é que ele não fica nos chamando para ir para a rua o tempo todo. O lado ruim é que as necessidades biológicas ainda são feitas na minha casa. E disso eu não gosto.

Agora, é até fofo ele pegar a coleira pela boca e nos puxar até a nossa casa. Mas, e depois? Irá pedir por atenção o tempo todo? É engraçado como o limite de mimar o seu cachorro passa pelo mesmo de uma criança. Até que ponto podemos chegar para que isso não nos incomode mais tarde e, também, deixe a vida do bichinho mais leve?

Alguns especialistas falam em “recompensas” para o cachorro para ele ir para a rua. Eu não sei se gosto muito desse negócio de chantagem: se você fizer o que eu quero, você ganha um biscoito. Primeiro, porque não tenho uma fábrica de petiscos para dar para o Fred toda vez que eu quero ensinar alguma coisa pra ele. Segundo, porque vai ter uma hora que ele não vai mais querer fazer nada o que eu quero, porque vai pedir um biscoitinho diferente. Aí haja criatividade, né?

Até agora, estamos na base do “vamos que você não tem opção”. A gente leva ele até a esquina, ele faz seu xixizinho e seu cocozinho e volta. Não quero que ele vire um atleta e ande por quilômetros a fio, então tô achando boa essa técnica. Mas confesso é que meio trabalhosa, porque muitas vezes tenho que ficar chamando ele, correndo como se estivesse brincando, para ver se ele se “engana” um pouquinho, acha que é uma brincadeira e vai um pouco mais pra frente.

Sabe qual é o mais engraçado? Ele finge que eu o estou enganando. Ele brinca, corre etc mas, quando ele faz o cocô, para na hora e já puxa a coleira para voltar pra casa. Agora a pergunta: como fazer para não rir?

Se você tem alguma dica do que eu fazer com o Fred para ele gostar da rua, escreve pra mim? Tô a espera de um milagre!

Jessica Blumer é jornalista por formação, terapeuta por ocasião e atriz por distração. Apaixonada pela vida, pelo marido, pela família, pelos amigos e, é claro, pelo Fred

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