Tempo para Leitura: 3 minutos

Os pneus P Zero Branco médio e P Zero Amarelo macio estarão em ação no GP da Hungria, uma prova com muita história. Essa foi a primeira corrida disputada atrás da antiga Cortina de Ferro. O circuito, que fica nas cercanias de Budapeste, é tão característico que já foi descrito por um ex-campeão mundial como “uma pista de kart gigante”. Isso dá uma clara dimensão das propriedades da pista: ela é estreita e sinuosa, com uma curva desembocando em outra. Sua natureza compacta a torna muito popular entre os espectadores. É possível ver a maior parte do circuito de qualquer setor.

Paul Hembery, diretor de motorsport da Pirelli: “Vamos de Silverstone, um dos circuitos mais velozes e fluidos da F1, para Hungaroring, que está entre os mais lentos, com sua série de curvas técnicas sem interrupção. É um grande desafio para o piloto, o carro e os pneus, uma vez que todos trabalham duro o tempo todo. Fora a reta dos boxes, não há nenhuma outra folga no circuito. Um dos maiores desafios é o clima: pode fazer muito calor em Budapeste em julho e, obviamente, isso tem um efeito significativo na degradação térmica. Com o objetivo de encontrar o equilíbrio ideal entre performance e durabilidade, selecionamos os pneus médios e macios, mesma escolha do ano passado. Essa seleção é macia o suficiente para oferecer a aderência mecânica necessária para lidar com todas as curvas e, ainda assim, dura o bastante para suportar o traçado de Hungaroring e as condições climáticas severas do local. Esse nem sempre é o circuito mais fácil para ultrapassagens, então a estratégia de pneus pode fazer uma grande diferença. ”

11-Hugarian-Preview-1k-EN

Os maiores desafios para os pneus:
Há apenas uma reta significativa em Hungaroring. Isso quer dizer que não há muitas oportunidades para o resfriamento dos pneus. Como resultado disso, particularmente o pneu médio (um composto de baixa gama de trabalho) estará constantemente no máximo de sua gama de trabalho, se estiver quente. Entretanto, houve também muita chuva em Hungaroring no passado, especialmente no último ano.

Além de ser duro com os pneus, Hungaroring também exige muito dos pilotos fisicamente. Eles geralmente comparam esse circuito com o de Singapura (conhecida por ser a pista fisicamente mais exigente do ano), devido ao grande número de curvas, temperaturas ambiente significativas e pouco fluxo de ar pelo carro.

O circuito de Hungaroring é bem balanceado em termos de demandas decorrentes de tração, frenagem e energias laterais. Todas as forças agem sobre o carro de forma equivalente ao longo de sua extensão, o que quer dizer que uma configuração neutra é necessária. As equipes tendem a correr com pressão aerodinâmica máxima, para gerar a melhor aderência aerodinâmica possível.
A estratégia do ano passado e como a corrida foi vencida: Daniel Ricciardo venceu a corrida de 70 voltas pela Red Bull, fazendo três pit stops e usando uma estratégia combativa para obter vantagem. Com chuva, os pilotos largaram com pneus intermediários, o que significava que eles não tinham a obrigação de correr com os dois compostos selecionados. Após fazer seu primeiro stint com intermediários, Ricciardo fez o resto da corrida com pneus macios. As estratégias também foram afetadas por duas entradas do safety car. Lewis Hamilton, da Mercedes, usou a estratégia de pneus para ajudá-lo a terminar a corrida em um notável terceiro lugar, após largar do pitlane.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.