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Teste feito com veículos com e sem o sistema de segurança comprovaram a importância dele para redução de acidentes.

A PROTESTE Associação de Consumidores enviou, por meio de ofício, apelo para o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tornar obrigatório o Controle Eletrônico de Estabilidade o mais depressa possível no Brasil. O equipamento de segurança está previsto apenas para 2022 em todos os carros brasileiros.

O objetivo é a redução de acidentes no trânsito, que atingiu 19,9 mortos por grupo de 100 mil habitantes em 2014, quando a meta era reduzir para 11 óbitos para cada 100 mil pessoas.

Desde novembro do ano passado, a associação está com a campanha Carro Sob Controle em: www.proteste.org.br/nossas-lutas/mais-seguranca-nos-carros-vendidos-no-brasil para que até o final de 2017 todos os carros fabricados no País já saiam de fábrica com o sistema, em todas as versões e modelos comercializados. Hoje ele está presente em apenas 5% a 10% dos carros vendidos no Brasil.

A principal função do Controle Eletrônico de Estabilidade é corrigir a trajetória do carro em situações de derrapagens e desvios emergenciais. Ele age de forma invisível estabilizando o veículo em momentos de risco, recolocando-o em sua trajetória original.

O Programa de Avaliação de Carros Novos para a América Latina (Latin NCAP), do qual a PROTESTE é parceira, atualizou seu protocolo de testes, só garantindo nota máxima em segurança, este ano, para os automóveis equipados com o Controle Eletrônico de Estabilidade.

Após realização de teste prático com dois veículos, um com e outro sem o sistema, a PROTESTE comprovou a importância desse item constar como obrigatório nos carros brasileiros para redução de acidentes.

No primeiro teste, um piloto profissional fez um desvio de emergência a 70 quilômetros por hora e no veículo sem o Controle Eletrônico de Estabilidade, ele teve dificuldade para controlá-lo e por no chão, após levantar a roda. Ou seja, se não fosse um profissional, teria capotado. Já o modelo com o sistema permitiu que assumisse o carro no momento da ocorrência dos movimentos de descontrole, evitando a derrapagem

No segundo teste, um Slalom, em que é provocada uma instabilidade no carro para avaliar o seu comportamento, o controle de estabilidade também se mostrou essencial. Ele perde somente para o cinto de segurança quanto a item mais importante de segurança.

O resultado do teste comprovou que é importante o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) se sensibilizar, assim como aconteceu com os freios ABS e com os airbags e dar um prazo até o segundo semestre de 2017 para que todos os carros tenham este item de segurança com obrigatório e não atrelado a um pacote de conforto e de luxo, como ocorre hoje. Nos Estados Unidos e na União Europeia, este item já é obrigatório, o que pode evitar mais de 50% dos acidentes fatais. E na Argentina, será item de série em 2018.

“No Brasil, já avançamos na segurança veicular, mas centenas de pessoas ainda morrem todos os dias no trânsito, porque o Controle Eletrônico de Estabilidade só equipa carros de luxo”, destaca Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE. “Vamos juntos lutar por mais este direito do consumidor”, completa.

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