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Em fevereiro deste ano, Samsung e Huawei apresentaram seus dispositivos dobráveis, cheio de mistérios, em redomas, com poucas pessoas tendo acesso limitado aos produtos.

Mal dava para ver direito os aparelhos, mas eles estavam lá, as duas mostrando suas forças em um terreno novo e desconhecido, afinal, nem Samsung nem a Huawei queriam ser a segunda empresa a colocar no mercado.

Mas curiosamente, não seriam a primeira, de um grande fabricante sim, mas não a primeira a ter colocado, lá mesmo na MWC tínhamos outros fabricantes, alguns desconhecidos, com aparelhos, e relógios com telas dobráveis, e a gente ainda podia mexer neles, sem frescuras.

Foi nesses experimentos que percebi, o Android ainda não está pronto para isso, não o sistema em si, mas os apps, eles precisariam ser remodelados, e preparados para isso.

A tela era mais frágil, claramente não tinha um vidro, até porque pelo formato era complicado, mal tinha uma película para proteção.

Mas Samsung e Huawei estavam determinadas a colocarem no mercado, e rápido.

Mas fica uma pergunta, para que?

Para que você quer um telefone que “vira um tablet”

Para que você usaria? Para que ele lhe serviria?

Confesso, tentei achar motivos, mas me usando como comparativo.

Eu jogo? Não.

Eu vejo filmes? Não

Eu uso regularmente um Tablet? Não.

ok só por essas respostas eu já teria desistido, mas fui ver os pontos negativos dessa novidade.

Tela frágil? Sim e Muito.

Da para por capa? No Samsung até dá, mas no Huawei não.

Dá para por uma película de vidro em toda a tela? Não.

Se cair o risco de quebrar é muito maior? CERTEZA hahaha

Ter um produto mais pesado no bolso vale? Não.

Você consegue usar no carro preso em um suporte que não seja um específico que deve ser criado em breve? Não.

A maior fonte de “vazamentos” on line de produtos, o Ali Express, chegou a colocar alguma coisa para eles para vender? Não, apenas o próprio aparelho da Huawei, fora isso, não tem praticamente nada para ser comprado, o que leva a crer que nem esses fabricante acreditam muito ainda nesse formato.

Resumindo, chegamos a um ponto que precisamos reinventar para o consumidor desejar um produto novamente, mas não acho que esse seja o caminho.

Continuando com a batalha de ser o primeiro, a Samsung se antecipou e recentemente coloco o produto na mão de alguns “sortudos” para testes, bom o resultado vocês já sabem né?

Problemas com a tela, com a engrenagem, falha do sistema, da tela, enfim, o produto ainda está muito cru, mas quem recebeu não sabia disso, o resultado foi vários aparelhos postados com problemas, um cancelamento do anuncio das vendas, devolução de valores de pré venda, e a indefinição do lançamento do aparelho da Samsung.

Huawei seguiu o mesmo caminho, e seu aparelho tem previsão agora para SETEMBRO.

Mas por quê?

Simples, os aparelhos ainda não estão prontos, não são bons ainda para chegar ao mercado.

Independente de quantos testes as empresas façam, o consumidor SEMPRE irá fazer algo que não foi testado. Exemplo simples? A câmera pop up de um modelo da Samsung, muita gente mesmo sabendo que não deveria fazer isso, segurava a câmera quando tentava fazer ela desligar, ou não deixava ela subir, resultado? aparelhos quebrados.

O Consumidor vai querer virar ao contrário o aparelho, vai querer por capa, película, usar no carro mesmo sabendo que esse tipo de aparelho torna isso mais complicado, vai querer guardar ele aberto.

Essas telas são frágeis, não tem uma proteção de vidro, é praticamente na tela mesmo que se toca, talvez tenha uma pequena proteção adesiva na frente da tela, que vai ter gente querendo arrancar, e vai estragar.

Vai ter sujeira entrando, líquido, mesmo que sem querer, vai ter algo que está no bolso sem querer entrando no aparelho.

Enfim, ainda não estamos prontos para esse tipo de aparelho, e nem a tecnologia já está madura para o mercado, junta as duas coisas e já sabe a resposta.

A tecnologia de tela dobrável tem inúmeras possibilidades, o celular com tela dobrável tem  potencial, mas acho que não agora.

Eu acho que ambos os fabricantes vão colocar no mercado, mas mais para dizer nós temos a tecnologia, e não para dar uma reviravolta no mercado.

Tivemos muitas coisas que mudaram nossos aparelhos, grandes telas era algo que incomodava no início, mas hoje ela é presente, câmeras era algo bom, mas dificilmente alguém deixava sua câmera de verdade em casa, em festas ou viagens, hoje isso é possível, e sem deixar perder a qualidade.

Mas a tela dobrável em um celular ainda precisa amadurecer, e mostrar o porquê devemos ter uma, só para ser um “híbrido” de celular e tablet, não vai ser suficiente para fazer o consumidor migrar.

É claro que teremos aqueles que vão comprar porque querem ser os primeiros, o porque acham Super bacana ter a novidade, mas 99% do resto do mundo eu sei que vai esperar, seja pelo preço, ou por não ver necessidade, ele vai esperar, provavelmente uma ou duas gerações desse dispositivo, quando ai sim, ele vai estar maduro, e com funções para essa tela que irá nos fazer pensar, e até desejar ter um.

Mas por enquanto acredito que a maioria de nós vai querer ver, tocar, testar, vai achar legal, mas vai ficar com os nossos bons e velhos amigos tradicionais de uma tela só.

Abraços a todos.

 

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