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Nesse domingo, dia 8, o Fred comemorou 3 meses de vida em grande estilo: com uma visita à prima Sofia, que antes reinava soberana no reino da dinastia Blumer. Linda, imponente e, acima de tudo, fofa e esperta, Sofia (Sofrida, pros íntimos) é uma vira-lata que adotou meu irmão e minha cunhada quando ela estava quase morrendo em um estande de vendas de um apartamento. Tão pequenina, tão maltratada, tão sofrida. Hoje, é uma loira de dar inveja, com cabelos brilhantes, uma musculatura torneada, estilo próprio – com suas badanas multicoloridas – e uma meiguice que deixa qualquer Pastor Alemão ba-ban-do.

Ela já tinha conhecido o Fred quando ele chegou em casa. Aliás, ele conheceu a casa da Sofia antes mesmo da nossa casa, pois, quando o pegamos, fomos direto pra lá para ele conhecer os “avós”, os “tios” e a “prima”. Se amaram. Brincaram a valer, rolaram no chão, fizeram a maior bagunça até que… um pedaço de pizza caiu no chão, a Sofia foi pegar, o Fred (que até agora não sabe qual é o sabor de um alimento que não seja ração) foi cheirar e nhac! Não na pizza. No Fred. Sim, a Sofia deu uma mordida no rostinho do pequeno querendo defender, literalmente, a sua fatia. Não foi de maldade, foi instinto. O Fred tem uma pequena cicatriz até hoje, assim como toda criança tem por ter caído de bike, enfiado a mão no arame farpado, enfim, de molecagem da infância. E cada vez mais eu vejo que a infância animal é bem parecida com a humana.

 

Ontem foi a segunda vez que eles se viram. Pensamos que a alegria iria ser a mesma, mas esquecemos que o pequeno príncipe Fred hoje já está bem maior do que da primeira vez. E aquela casa é da Sofia, afinal. Ele já coloca um pouco mais de medo pois, se ela rosna, hoje ele não sai mais correndo, pelo contrário: ele encara. Topetudo, porque ela ainda é bem maior. Mas o Fred não está nem aí. O que ele quer mesmo é brincar. Mas, a Sofia, quer manter o controle de rainha, como é. E, principalmente, mostrar quem é que manda ali naquele reino. Logo que ele chegou, ela já fez o xixi para demarcar o território. Dividir o brinquedo com o primo menor? Nem pensar! Ele deitar na caminha dela, então, é um absurdo. Imagina o que foi a hora que ele foi comer a ração dela (isso porque ela de-tes-ta ração).

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Eles não brigaram, mas ela não quis papo. Olhava meio de canto, ficava rondando… Se ele estava deitado embaixo da cadeira, ela subia no móvel e ficava lá até ele sair. O Fred? Nem percebia. Tipo homem, sabe? Ela querendo aparecer (tipo mulher, sabe?) e ele querendo só sombra e água fresca.

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Ficamos pensando nisso e falamos: gente, é igual a criança. A briga pelos brinquedos, mostrar quem manda no pedaço, o desprezo pelo primo mais novo – que é “um saco”, principalmente quando você é adolescente. O Fred até tentou chama-la para brincar algumas vezes, mas não rolou. Sofia, a rainha, estava de mal humor. Quem sabe da próxima vez?

Jessica Blumer é jornalista por formação, terapeuta por ocasião e atriz por distração. Apaixonada pela vida, pelo marido, pela família, pelos amigos e, é claro, pelo Fred

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